Tirar de Vez
Você limpa. Sai o açúcar, a farinha branca, o glúten, o leite, a fritura, a carne e o café — de uma vez, do jeito do meu pai. É a semana em que o paladar começa a se lavar.
São 28 anos dentro da saúde: sou farmacêutica, naturopata — e também me formei confeiteira. Por isso eu não vou te mandar comer legume cozido na água com sal. Em 30 dias você tira o que inflama, e eu devolvo o sabor.
Eu faço um bolo muito bom. Me formei em confeitaria, fiz tortas de casamento, doces, salgados — e gostava daquilo de coração, porque quando eu entregava um doce a pessoa ficava feliz na minha frente. Só que eu também sou profissional de saúde há 28 anos, e passei 13 deles numa farmácia de oncologia clínica, vendo todo dia gente com dor que medicamento nenhum alcançava.
Aos 23 anos eu achei na rua uma pilha de livros que alguém tinha deixado na calçada, e tirei do meio dela um livro velho dos anos 1970 que perguntava: por que gente que come “direitinho” também morre de câncer? Ele falava de inflamação, dos alimentos que acendem esse fogo e dos remédios que a natureza já deixou prontos. Eu guardo esse livro até hoje. Anos depois, quando o meu próprio corpo cobrou a conta — peso, rinite crônica, cansaço, dor —, foi para ele que eu voltei. Tirei o que me inflamava, vivi os oito remédios naturais e eliminei 17 quilos. A rinite sumiu. As dores pararam.
Aí eu olhei a comida saudável que andava por aí e me deu uma tristeza: prato triste, comida sem tempero, saúde servida como castigo. Foi ali que a ficha caiu: eu não precisava enterrar a confeiteira. Eu era uma naturopata que sabia fazer comida saudável ter gosto, cor e beleza. É isso que eu entrego neste guia.
“A gente come primeiro com os olhos. Depois é que come de verdade e sente o sabor. Comida precisa ter sabor.” A mãe da Vânia — a frase que virou o livro inteiro
Não é comer capim e não é dieta. São quatro pés que sustentam a mesa — e um mapa de 4 semanas pra colocar tudo em prática, um passo por vez.
Meu pai era ex-fumante e dizia: “quando uma coisa não presta, a gente tira logo”. Tirando aos pouquinhos você fica com vontade para sempre, porque o paladar nunca se limpa.
Tempero, erva, cor, cheiro, apresentação. Sem isso você não passa da segunda semana. Com isso, você não quer mais voltar.
Sou farmacêutica e hoje respondo pela fitoterapia no meu município. Planta é coisa séria: tem hora, tem dose e tem cuidado — e é assim que eu te ensino a usar.
Aqui eu sou dura: isto não é um tratamento em que você trata e depois volta a fazer tudo de novo. É mudança de vida. Sem isso, nada se sustenta.
Você limpa. Sai o açúcar, a farinha branca, o glúten, o leite, a fritura, a carne e o café — de uma vez, do jeito do meu pai. É a semana em que o paladar começa a se lavar.
Agora você aprende a temperar de verdade: alho, cebola, coentro, colorau, cominho, cúrcuma, limão. É aqui que a comida fica gostosa e você para de querer voltar atrás.
Você aprende a se virar sozinha, sem depender de lista nenhuma: o que vai no prato, em que proporção e como variar com o que tem na feira da sua cidade.
Você leva isso para a mesa da sua casa e transforma em vida, não em dieta — inclusive para quem come com você. A sua mesa muda a sua casa.
Dentro do guia está a minha farmácia natural completa — com as doses, o modo de preparo certo e, principalmente, o que ninguém te conta sobre chá e medicamento. Estas são quatro das receitas-assinatura:
Limão, cúrcuma, gengibre e uma pitada de pimenta-do-reino em jejum. A pimenta não é superstição: é ela que faz o seu corpo aproveitar a cúrcuma.
Sete chás com dose, horário e contraindicação de cada um. E a verdade que quase ninguém diz: chá de caixinha é bebida, não é tratamento.
O pote que fica na geladeira e salva qualquer prato sem graça. Faz uma vez, usa a semana inteira — é ele que segura você nos dias de pressa.
Sem um grão de açúcar, feito pela confeiteira aqui. Porque tirar o doce da sua vida não era o combinado — o combinado era tirar o que te inflama.
O caminho natural para desinchar, recuperar a disposição e voltar a comer comida de verdade, porque comida precisa ter sabor.
Eu acompanho os meus pacientes de perto, incentivo mesmo, porque resultado depende muito mais de constância do que de talento. Se você quer saber se o guia é pra você, tirar dúvida sobre chá e medicamento, ou simplesmente me contar como foram os seus 30 dias: me procure. Eu vou gostar de saber.
Pronta pra começar os seus 30 dias com sabor?
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